"Preste atenção", era o apelo dele. Ela então acordou do estado que se encontrava. Perguntava-se o que fazia ali e quanto tempo havia perdido. Preocupada, não notou o estado de desespero que ele se encontrava e ele julgou isso como desprezo. Ela levantou-se e ele retraiu a mão que ia em direção aos cabelos dela.
- Consegue escutar esse som? Parou...
Ela fingiu não ouvir e continuou, decidida. Sofreu, pois não ouviu passos atrás de si. "Siga-me", implorava em silêncio, mas ele não saiu do lugar. Estava próximo ao parapeito e ficou olhando o mundo lá fora. "O que será que essas pessoas pensam?", refletiu. Olhou para ela e estendeu a mão:
- Você vem?
Ela parou quando ouviu a pergunta. Olhou para ele e o encarou com uma expressão de medo. O ar estava pesado, faltava fôlego. Ela não queria ser tão definitiva. Não naquele momento. Puxou o ar e sentiu como se agulhas tivessem perfurado o seu pulmão. O som que saiu de sua boca era pungente:
- Quando eu e você viramos nós?
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